Lúcia e Pedro |
A palavra certa
No meio das outras que vociferam
Eu quero a palavra doce
A palavra com gosto de tachos de mel
A colher de pau mexendo a mão lenta no fogão
Minha alma tem raizes profundas
Alimenta-se da seiva da memoria
Guardei tudo
Das tantas vidas
Meu cansaço se atira debaixo das cobertas
Durmo, durmo, mesmo sem sono
Preciso passear de alguma forma
Uma cama e dois cachorros
E meu pensamento parte
A pipa azul num céu estonteante
Quero ser livre, liberta
A palavra me aprisiona
Como ter um jeito certo
Para definir
O incerto
Não sei se há um jeito certo para definir o incerto.
ResponderExcluirVivemos de incertezas.
A palavra doce existe quando o verbo se faz carne: lindo esse amor entre mãe e filho.
A memoria está ali, no abraço eterno.
Beijos
"A pipa azul num ceu estonteante" é a imagem perfeita da liberdade.
ResponderExcluirParalelo muito bom entre o azul da pipa, o azul do céu e o azul do olhar do Pedro.
Beijos
Saudades do nosso menino.
ResponderExcluirNão esqueça que é a dúvida e as perguntas que movem a vida, e não as respostas. Dormir, dormir... olha o tempo passando, a vida indo, e ela não volta. É como a música "Carolina" do Chico Buarque.
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